A cultura do milho é acometida por diversas pragas, desde o plantio até a colheita. Destas, ganha destaque a cigarrinha do milho Dalbulus maidis. Esta praga, alguns anos atrás, era considerada praga secundaria, como baixo potencial de danos na cultura. Porém, atualmente é considerada uma praga de grande importância e com alto potencial de dano, que tem tirado o sono de muitos produtores.

Esta praga ocorre desde o Sul dos EUA até na Argentina. Foi encontrada pela primeira vez no Brasil, em 1985, no Estado de Minas Gerais. Hoje ela está presente em todas as áreas produtoras de cereal, tanto na safra quanto na safrinha.

DANOS

A Cigarrinha do Milho causa danos diretos através da sucção da seiva, e danos indiretos, que podem chegar a perdas de 100%, pela transmissão de fitopatógenos como os molicutes, fitoplasma (Maize bushy stunt phytoplasma) e espiroplasma (Spiroplasma kunkelii) responsáveis pelo enfezamento, e a virose conhecida como Rayada Fina.

O enfezamento pálido é causado por um espiroplasma, que se desenvolve no floema da planta tendo como principais sintomas o surgimento de estrias largas e cloróticas, a base das folhas infectadas apresentam coloração que varia de amarelo a  verde limão.  Com o avanço da doença as novas folhas emitidas pelas plantas também irão apresentar o mesmo sintoma. Simultaneamente, as folhas mais velhas apresentam coloração amarelada ou de tons vermelhados.

O enfezamento vermelho é causado por um fitoplasma, que infecta e se desenvolve no floema da planta e os principais sintomas são observados cerca de duas semanas após a infecção tendo como principal característica as folhas mais velhas que ficam avermelhadas e, posteriormente, toda a planta passa para um tom avermelhado ou amarelado.

Os principais danos causados por estes enfezamentos são: Redução no porte das plantas, encurtamento dos internódios (anã), deformação e redução de tamanho e falhas nas espigas, e má formação dos grãos. Além disso, a planta reduz a absorção e assimilação de nutrientes devido a obstrução do floema causado pelo patógeno.

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Redução de tamanho e falhas nas espigas.

Cigarrinha do Milho

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MANEJO E CONTROLE

O manejo desse inseto deve ser realizado com a utilização de cultivares resistentes ao enfezamento e eliminação de tigueras. Além de evitar as pontes verdes, plantios escalonados e tardios para que não ocorra cigarrinhas infectadas com molicutes provenientes de plantas adultas das áreas adjacentes. Fazer o monitoramento desde a germinação até o pendoamento e quando necessário realizar o controle químico com produtos registrados no Ministério da Agricultura. Até o momento há o registro de 24 produtos no Ministério da Agricultura para esta praga.

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Monitoramento.

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Controle químico.

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